Continuam as buscas pelos dois mortos durante voo em Itaituba

Continuam as buscas pelos dois mortos durante voo em Itaituba
julho 03 18:13 2018

Continuam as buscas pelos corpos das duas pessoas assassinadas em pleno voo na última quarta-feira (27), em Itaituba, sudoeste paraense. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Pará, um reforço nas buscas foi solicitado. Além do Corpo de Bombeiros da cidade, uma aeronave do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) ajuda nos trabalhos.

Um helicóptero também faz buscas na região do rio Jumanxim, na localidade Jardim do Ouro, onde os corpos dos passageiros do avião foram jogados. O local é uma área de mata fechada a 185 quilômetros de Itaituba. Até a tarde de ontem nada havia sido encontrado, e as buscas recomeçam nesta terça-feira.

A polícia informou ainda que o piloto da aeronave, Sérgio Becker, não foi autuado por porte ilegal de munição, já que com ele foi encontrada apenas um projétil que, de acordo com o piloto, estava enrolado em um pano dentro do avião.

Sérgio foi ouvido e liberado, mas com o compromisso de o advogado dele em apresentá-lo à polícia caso necessário.

O CASO

Uma aeronave fez um pouso forçado no rio Jamanxim depois que duas pessoas foram mortas em pleno voo, no dia 27 de junho deste ano. O avião saiu de Guarantã (MT) com destino a Apuí, no Amazonas. O piloto da aeronave, Sérgio Vanderlei Becker, estava escondido no distrito de Morais de Almeida e foi detido, tentando fugir em um mototáxi um dia após o acidente, quando a polícia tomou conhecimento dos fatos.

Em depoimento, Sérgio disse que seus dois passageiros, Polaquinho e Turco, discutiram dentro da aeronave. Em determinado momento da briga, Polaquinho sacou uma arma de fogo e disparou em Turco, que morreu na hora e teve o corpo atirado no rio. O piloto disse também que, por temer a própria vida, aproveitou o momento de distração do assassino, pegou a arma dele, o matou e jogou o corpo no rio.

Depois disso, Sérgio disse que perdeu a direção da aeronave e foi obrigado a fazer um pouso forçado na água. O avião ficou no rio durante toda a madrugada, até que pescadores locais avisaram a polícia, que deu início às investigações.

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