Estado do Pará receberá quase 1,5 milhão de vacinas para campanha nacional

Estado do Pará receberá quase 1,5 milhão de vacinas para campanha nacional
agosto 01 14:51 2018

Começa na próxima segunda-feira (6) a campanha nacional de vacinação contra a poliomielite e o sarampo. O Pará é um dos principais alvos, já que apresentou uma das mais baixas coberturas vacinais do país, tendo obtido, no ano passado somente 68% de imunização na 1ª dose da campanha e com pior resultado na segunda dose: 55%. Esse ano, o Estado já apresentou dois casos confirmados de sarampo que, apesar de terem sido contaminados em Manaus, onde há circulação do vírus, com registro de 519 casos, alerta para a necessidade de vacinação de todas as crianças de um ano a menores de cinco, que devem se vacinar, independente da situação vacinal.

De acordo com o Ministério da Saúde, neste ano, a expectativa é de que 11,2 milhões de crianças sejam vacinadas em todo o país. Somente no Pará, a campanha deve atingir um público de quase 595 mil crianças. A campanha vai até o dia 31 de agosto e o Dia D, quando será feita a maior mobilização possível, será no dia 18 deste mês.

Ao Pará estão sendo enviadas 41.830 doses de vacina inativada poliomielite (VIP) para crianças que nunca tenham sido imunizadas contra a paralisia infantil; 743.200 doses da vacina oral (VOP); e 713.500 doses da tríplice viral (contra o sarampo, a caxumba e a rubéola), num total de 1.498.530 doses, conforme informou Carla Dominguez, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI).

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APELO

Ontem pela manhã, na coletiva de lançamento da campanha, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, reforçou que a vacinação não é responsabilidade exclusiva do Ministério da Saúde. Ele enfatizou que a mobilização deve envolver secretarias, profissionais de saúde e principalmente os pais ou responsáveis.

“Às vezes enfrentamos uma situação como essa, que nos traz um alerta, porque temos uma falsa impressão de que a doença foi eliminada do país. Mas é a cobertura vacinal elevada que faz a doença desaparecer. E é por isso que devemos continuar vacinando nossos filhos, para manter essas doenças longe do Brasil”, ressaltou Gilberto Occhi.

À tarde foi a vez de Carla Dominguez falar com os veículos de comunicação do Norte, cujos estados apresentaram os mais baixos índices de cobertura vacinal. Ela lembrou que, não é por estar em locais de difícil acesso que as crianças da região devam ser alijadas do processo de imunização.

“Temos de ter em mente que a vacinação é a única forma de prevenção da poliomielite, do sarampo e de outras doenças que não circulam mais no país. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas na campanha nacional de vacinação. É uma questão de responsabilidade social”, acentua.

Além da dificuldade de acesso, Carla Dominguez atribui a problemas de distribuição do próprio sistema de saúde local que não conseguiu levar a vacina até os locais mais distantes como um dos fatures para as baixas coberturas vacinais em estados do Norte, como o Pará, por exemplo.

“É necessário que cada um dos entes envolvidos faça o seu ‘dever de casa’ e busque sua estratégia para fazer chegar a todas as localidades a quantidade necessária de vacinas que serão enviadas. A vacinação precisa ocorrer e dentro da previsão esperada”, alertou a coordenadora do do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

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