Helder diz que reduzir déficit fiscal é prioridade no Estado

Helder diz que reduzir déficit fiscal é prioridade no Estado
janeiro 31 11:13 2019

As dificuldades fiscais encontradas no começo da gestão foram destacadas pelo governador Helder Barbalho durante a segunda reunião do Encontro Rede Juntos Estados, promovida ontem pela Comunitas, em São Paulo (SP). As medidas administrativas adotadas pelo Estado para não deixar que o passivo financeiro de R$ 1,5 milhão prejudique as contas públicas foram destacadas pelo chefe do Executivo Estadual paraense durante o evento.

“Vamos resolver esse problema com rigidez fiscal, evitando que o governo possa gastar mais que arrecada e evitando que o custeio da máquina nos faça perder nossa capacidade de investimento”, afirmou.

Helder disse ainda que o foco é priorizar aquilo que a sociedade espera, um poder público eficiente, com aplicação de recursos públicos voltados para oferecer serviços de qualidade. Segundo ele, o esforço é para equacionar as contas públicas, para que o Estado possa ter maior capacidade de investimento, construindo escolas, hospitais, estradas, e motivando a economia para geração de empregos.

“Hoje, prefeituras e Estados, não diferente do governo federal, acabam imobilizando recursos para o custeio e a manutenção da máquina pública, não tendo capacidade de enfrentar aquilo que efetivamente é caro para os milhões de brasileiros que querem melhorias em infraestrutura. No Pará, estamos em alerta absoluto pelo processo de degradação continuada das contas públicas nos últimos anos”, destacou.

AUTORIDADES

Estiveram com Helder os governadores de Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB); São Paulo, João Doria (PSDB); Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); e Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), além de secretários e especialistas na área fiscal.

Também representaram o Pará no encontro os secretários da Fazenda, René Sousa, e do Planejamento, Hana Ghassan, que, ao lado do governador, debateram questões de arrecadação ao lado de especialistas. Entre eles, participaram do encontro o economista Paulo Tafner, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA); e o secretário do Tesouro Nacional do Governo Federal, Mansueto Almeida.

Segundo o secretário René Souza, a gestão pegou um déficit orçamentário do governo anterior que compromete bastante a capacidade de endividamento. “E reduz nosso poder de contrair empréstimos para investimentos. Estamos com planejamento, trabalhando para reverter esse quadro, mas exigirá muito esforço da nossa equipe”, ressaltou o gestor durante o evento.

Para os governadores e membros do governo federal participantes do encontro, somente com a reforma do atual sistema da Previdência Social e das previdências de servidores municipais e estaduais haverá um real ajuste nas contas públicas de todos os entes da federação. “Esta reunião faz parte de uma tentativa do governo federal de sensibilizar os governadores da importância de aprovação da reforma para as contas públicas”, concluiu Helder.

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