Operação prende policiais acusados de homicídio

Operação prende policiais acusados de homicídio
novembro 29 15:30 2017

Operação do Ministério Público coordenada pelo promotor de Justiça Arlindo Cabral Junior culminou na prisão de cinco policiais militares e um cidadão civil em Itupiranga, distante cerca de 45 quilômetros de Marabá, no sudeste paraense. Os presos são acusados de executarem um conselheiro tutelar e deixar outro baleado no dia 11 de janeiro último.

No ataque, o conselheiro tutelar Rondinele Wagner Salomão Maracaípe foi morto, com 16 tiros e o conselheiro Jorge Dilson Ferreira da Silva, foi atingido no abdômen. Jorge foi socorrido para o Hospital Municipal de Marabá (HMM) por uma ambulância do município de Itupiranga.

O caso ganhou rápida repercussão no município e em todo o estado, mobilizando forças policiais para esta região e posicionamento de parlamentares paraenses.

O crime ocorreu por volta das 13 horas do dia 11 de janeiro, enquanto os dois conselheiros atendiam uma ocorrência, na travessa Santo Antônio, no centro da cidade. As vítimas estavam em uma motocicleta do próprio conselho, quando foram atingidas por vários disparos.

Dentre os alvos da operação, foram presos o sargento Josafá Pinheiro o soldado Jonas Cardoso e cabo Francisco Santos, todos da Polícia Militar. Eles foram encaminhados para o Comando de Policiamento Regional, CPR II em Marabá. Os outros dois presos que não tiveram os nomes divulgados também foram levados para o CPR II. Todos foram encaminhados para Belém.

Uma equipe do Ministério Público do Estado do Pará, uma da Corregedoria da Polícia Militar e uma força policial tática – vinda de Belém – continuam no município para cumprimento de mais duas decisões judiciais, também contra policiais militares.

Menos de 10 dias após esse crime, Francisco Santos da Polícia Militar e Jonas Cardoso, foram presos em cumprimento a um mandado de prisão temporária, expedido pela Comarca de Itupiranga, naquele município, após uma equipe da Divisão de Homicídios de Belém chegar na cidade para investigar a morte do conselheiro.

Eles foram apontados como suspeitos de serem os autores de ao menos cinco execuções ocorridas no local, mas os nomes nunca foram oficialmente ligados ao assassinato do conselheiro. (Com informações de Juscelino Ferreira, de Itupiranga)

(Diário do Pará/Sucursal de Marabá)

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