Pará é o 2º Estado onde mais se mata PM

Pará é o 2º Estado onde mais se mata PM
dezembro 31 01:18 2017

Na Polícia Militar, o cenário é ainda mais crítico. Somente neste ano, foram 35 assassinatos, de acordo com o sargento Francisco Xavier, da Associação Nacional dos Militares do Brasil (ANMB). O número é bem superior à soma de 2016: 27 mortes.

O quantitativo de policiais militares baleados em 2017 foi 23, maior que no ano anterior, quando foram 16. “O Pará é o 2º Estado em que mais se mata policial militar no Brasil. A criminalidade aumentou muito nos últimos anos e o Governo finge que nada está acontecendo”, denuncia Xavier.

O sargento da Polícia Militar Paulo Sérgio Silva, de 49 anos, foi o último agente morto no ano. Ele foi assassinado em Castanhal há uma semana (Foto: Divulgação)

Segundo o sargento, as entidades há pelo menos dois anos protocolam documentos oficiais pedindo a saída do secretário de Segurança Pública, Jeannot Jansen. Para ele, o secretário não tem iniciativa nem se esforça para combater a violência de forma efetiva.

  • Leia também: Mais de 4 mil assassinatos no Pará marcam 2017

“Além do baixo contingente, os policiais militares não têm qualidade no trabalho. Enquanto o poder de compra diminui no país, há três anos os militares do Pará não recebem reajuste. Por isso, muitas vezes, precisamos arranjar outros serviços para complementar a renda e, assim, ficam ainda mais vulneráveis”, explica o sargento.

EM 2017, FORAM REGISTRADOS MAIS DE 4 MIL ASSASSINATOS EM TODO O ESTADO

De janeiro a novembro de 2017, já foram registradas 4.034 mortes violentas, sendo 3.437 homicídios, 196 latrocínios, 34 lesões corporais seguidas de morte e 367 mortes por intervenção policial. Já são 200 mortes violentas a mais que no mesmo período de 2016, quando foram registradas3.837 mortes.

Belém, Pará, Brasil, Polícia. Vítima de latrocínio, Celias Gonsalves Santos Nascimento, 37 anos, (Vigilante noturno) teve a motocicleta roubada e foi assassinado na Avenida Independência no bairro da Cabanagem. 29/11/2017. Foto: Wagner Almeida/ Diário do Pará.

(Alice Martins Morais/Diário do Pará)

  Categories: