Pará já registrou 360 novos casos de hepatite em 2019

Pará já registrou 360 novos casos de hepatite em 2019
julho 29 11:11 2019

Um mal silencioso que pode provocar graves danos à saúde. A hepatite teve seu dia mundial, lembrado ontem (28), em uma ação do Julho Amarelo, que conscientiza contra a doença. Um mutirão foi realizado no sábado (27) durante toda a manhã, na Praça da República, em Belém, promovido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), com o apoio da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH).

Os visitantes puderam conhecer a importância das ações de prevenção a hepatite, sobretudo, aos pacientes portadores do diabetes e acima dos 30 anos, e as formas como a doença é transmitida, além de exames rápidos, orientações e a distribuição de preservativos.

De acordo com Deborah Crespo, médica hepatologista e chefe da Divisão de Controle das Doenças Transmissíveis da Sespa, existem casos que a pessoa seja portadora de alguma variação da hepatite sem saber ou não conhece o acesso aos tratamentos. “A hepatite é uma doença silenciosa, que nem sempre apresenta sinais. Pelos testes rápidos de hoje, os pacientes que foram diagnosticados receberão a vacina e encaminhamento para realizar um tratamento mais completo”, disse a médica hepatologista.

A preocupação aumenta com as pessoas portadoras do diabetes, porque elas podem ter herdado justamente por causa da hepatite. “Principalmente a hepatite C, já que ela apresenta ao paciente o risco quatro vezes maior dele desenvolver o diabetes tipo 2, em relação a uma pessoa que não seja portadora do vírus da hepatite. Mas, além disso, as hepatites C e D também podem desenvolver no paciente a cirrose ou o câncer de fígado”, completou.

REGISTROS

Segundo a Sespa, no ano passado foram registrados 857 casos de hepatites virais, sendo 390 do tipo B e 313 do tipo C no Pará. Já neste ano, até o dia 23 deste mês, já foram contabilizados 186 pacientes com o tipo B e 174 do tipo C da doença, totalizando 360 novos casos. “A doença possui tratamento nas unidades de saúde. Inclusive, é totalmente gratuito”, ressaltou Crespo.

As unidades móveis da Sespa ficaram estacionadas na frente do Theatro da Paz. A autônoma Daniela Conceição, 22 anos, teve um motivo forte para participar da ação. “Há 4 meses eu perdi meu filho de apenas 4 anos por causa da hepatite. Ele sentia fortes dores, o levei para a Santa Casa e ele foi diagnosticado com a doença, mas já estava avançado e ele não resistiu. Agora, trouxe minha outra filha, porque eu sei que a hepatite pode ser tratada, principalmente se ela for descoberta o quanto antes”, concluiu.

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