Paysandu faz reconhecimento do gramado para Clássico de domingo

Paysandu faz reconhecimento do gramado para Clássico de domingo
fevereiro 13 14:54 2019

Apenas com treinos visando o clássico com o Remo, no próximo domingo, o Paysandu trabalhou ontem no CT da Desportiva, em Marituba. No treino técnico e tático em campo reduzido, com ênfase na posse de bola, a atividade não contou com o goleiro Douglas Silva (joelho direito) e o zagueiro Perema (joelho esquerdo). Eles permanecem em tratamento fisioterápico. O elenco bicolor treina hoje no Mangueirão, palco do próximo jogo do fim de semana.

Para o lateral-direito Bruno Oliveira, treinar no local da partida devia ser uma situação de praxe em todos as rodadas. Ele salientou que muitos do grupo bicolor nunca atuaram no estádio estadual. “É importante para a gente conhecer o gramado. A maioria nunca jogou no Mangueirão. Isso deveria acontecer em todos os jogos, não só nos clássicos”.

Bruno ressaltou estar totalmente recuperado da lesão que quase o tirou da partida contra o Castanhal. Ele lembrou que com as duas semanas entre a segunda e a terceira rodada ele teve tempo para voltar totalmente sem dores e pronto para encarar 90 minutos.

“Esse período entre esses dois jogos foi importante para mim. Passei uma semana só em recuperação para voltar 100%. A parte física me atrapalhou um pouco, pois perdi esse tempo de treinos no mesmo ritmo dos companheiros. Ainda assim, acho que consegui me sair bem diante das condições do gramado. Aguentei os 90 minutos”.

ANSIEDADE

O lateral comentou que a semana que antecede o principal clássico da região é a culminância de um momento que vem sendo comentado entre eles desde que se apresentaram ao clube. Por conta disso, Bruno acredita que nenhum dos lados deve ser pego de surpresa na partida. “Os trabalhos para o clássico vêm desde nossa apresentação. A gente vem trabalhando jogo a jogo, mas cientes da importância do Re-Pa. O Brigatti vem desenhando a equipe há tempos e estuda nosso adversário para nos orientar e formar a equipe”.

Retrospecto recente é tempero

Se em 2018 o Clube do Remo não só levou o título estadual como conseguiu quatro vitórias nos quatro encontros entre os rivais, há um ingrediente a mais no clássico dessa quarta rodada do Parazão. Bruno Oliveira admite a cobrança a mais, no entanto garante que dentro do elenco do Paysandu há uma tranquilidade em relação ao jogo, dentro do que pode haver dentro de um Re-Pa.

“É um jogo muito importante e sabemos disso. Sabemos do que aconteceu ano passado, mas quase 95% do elenco não esteve presente. Para a gente é tudo novo. Lógico que o foco é máximo, mas não tem essa influência. É um jogo chave para o restante do campeonato. Por isso, contamos com o apoio em peso do nosso torcedor, que vem prestigiando a gente”.

Bruno garante que ninguém ignora a pressão, o que faz com que todos dentro do elenco fiquem mais atentos ainda ao trabalho do dia a dia. “Por conta dessa pressão, só pensamos em vencer. Uma derrota em clássico traz prejuízos em todos os sentidos. A responsabilidade existe em todos os jogos. O Re-Pa aumenta esse sentimento, faz com que a gente fique mais focado. Mas, não devemos ver como pressão para que não nos atrapalhe”.

O fato do Remo jogar hoje, sem falar de ter que encarar viagens de ida e volta ao Espírito Santo, é lembrado pelo lateral. Mas, assim como todos os bicolores têm falado, na hora do jogo isso perde em importância diante da superação. “Em relação ao desgaste físico e psicológico há essa situação, mas quando a bola rola no clássico, todos esquecem isso, quem vai a campo estará com sangue nos olhos”.

CAPACIDADE DO ESTÁDIO

O Ministério Público do Pará (MPPA) recebeu na segunda-feira à tarde os laudos da reforma onde ocorreu o desabamento de parte do reboco do teto do Mangueirão.

Hoje o MPPA deve se pronunciar sobre a liberação do estádio estadual para 35 mil pagantes. Atualmente, somente 22 mil ingressos são autorizados para jogos no local.

Outros laudos devem ser entregues ainda hoje para complementar os que já estão de posse do MP. Dentre os complementos, está o relatório do engenheiro Paulo Brígido, responsável pela obra.

(Tylon Maués/Diário do Pará)

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