Portadores com deficiência denunciam: Agressão, ameaça de morte, preconceito e injusta acusação em loja na Rua Do Comercio.

Portadores com deficiência denunciam: Agressão, ameaça de morte, preconceito e injusta acusação em loja na Rua Do Comercio.
julho 02 21:38 2019

Chegou agora a pouco em nossa redação, a denuncia feita por Portadores com Deficiência, onde afirmam ter sofrido: Agressão por um policial militar, preconceitos por serem cegos e injusta acusação de danos materiais e pertubação da paz. O caso foi registrado na tarde de hoje, 02, por volta das 12h30, em frente uma loja localizada na rua Do Comercio no bairro Rio Verde.

Um dos portadores com deficiência é o atleta Rayfran Mesquita Pontes,  que segundo em seu relato no Registro de Boletim de Ocorrência que ao transitar na calçada em companhia de Vilanilson Oliveira, ambos portadores de deficiência visual, transitavam na calçada e em frente a uma loja de importados, tropeçaram em produtos que estavam expostos na calçada irregularmente de acordo com o Código de Postura e Lei Municipal – 4.283 de 31 de dezembro de 2004, Sessão VI, Art.47, que fica vetado a colocação de qualquer tipo de produto, objeto que venha a prejudicar a passagem de pedestres. Ainda segundo a vitima ao barrarem nos produtos, chamaram o proprietário e pediram que fizessem a retirada, uma vez que estavam infringindo a lei municipal e os direitos dos Portadores com Deficiência. “Fomos tratados de forma agressiva, palavras de baixo calão e ameaças até de morte, ele disse as seguintes palavras: Se vier reclamar aqui, vou te arrebentar seu cego, aleijado, vai sair daqui todo quebrado, e vou te mostrar quem  homem”. Diz a vitima.

Com a situação, a policia foi acionada e segundo as vitimas um policial a paisana que estava tirando bico foi agressivo dando: socos, uma gravata, apertando o pescoço ao ponto de deixar hematomas, torceu os braços dos mesmos e ainda sofreram por parte do policial agressões verbais. “Só queremos nossos direitos zelados e respeitados, ao cobrar o que nos cabe e ampara, fomos tratados de forma violenta”, desabafa o atleta.

A guarnição da PM, conduziu os dois portadores com deficiência para apuração dos fatos para a depol, e somente depois o representante da loja compareceu para prestar esclarecimentos.

O presidente da Associação dos Portadores com Deficiência de Parauapebas, Edivaldo junto com o jurídico se deslocaram para delegacia e em seu depoimento a imprensa fez um desabafo sobre a falta de respeito com a classe, que esse caso e mais um de vários que acontecem frequentemente no município e as autoridades tapam os olhos para não fazer valer as leis e direitos que lhes cabe não só por ser deficiente, mas cidadão de Parauapebas. “Até quando as autoridades iram tomar defesa de quem esta infringindo e violando uma lei de que nos ampara na Constituição Brasileira, que está no Código de Postura e Lei municipal, que proíbe a colocação de objetos em calçadas e impede o direito de ir e vir do pedestre?”, fala o presidente da Associação.

O delegado plantonista, Felipe Oliveira, informou que os dois portadores responderão  em tese por danos materiais e pertubação da paz. Já o comandante da Policia Militar de Parauapebas, Major Geldson, disse a nossa equipe de reportagem que, assim que tomar conhecimento do caso irá averiguar os fatos e caso haja infração dos policiais, os mesmos receberão os procedimentos militares cabíveis.

O proprietário da loja ao ser indagado em esclarecer o ocorrido para imprensa, o mesmo foi agressivo e hostil com os jornalistas presentes no momento da apresentação do caso na delegacia.

Fotos e Reportagem: Caetano Silva

Texto: Da Redação

 

 

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