Sessão na Câmara de Tucuruí termina com bate-boca e arremesso de pedras

Sessão na Câmara de Tucuruí termina com bate-boca e arremesso de pedras
novembro 29 15:27 2017

Na manhã desta terça-feira (28) foi registrado mais um capítulo para a crise política pela qual passa Tucuruí, região sudeste do estado. Desta vez, o cenário foi a Câmara Municipal de Vereadores.

Ao longo da manhã, em uma sessão ordinária, com pauta única (decidir e organizar a criação de uma comissão para avaliar a participação ou não do prefeito Arthur de Jesus Brito (PV) na morte do ex-prefeito Jones William), transcorria normalmente, quando um vereador propôs afastar o prefeito, o que não é permitido pelo regimento interno e fere o direito constitucional da possibilidade de defesa.

“Pela lei, não se pode afastar. É inconstitucional. Ele (prefeito) tem o direito da defesa e do contraditório antes que haja uma decisão”, explicou o presidente da Câmara, vereador Rony Santos (PSC).

O vereador afirmou também que, após a ‘sugestão’, teve início uma grande discussão no plenário sobre o afastamento ou não do mandatário máximo na cidade. Na confusão, pessoas que assistiam ao debate começaram a arremessar pedras em direção aos parlamentares. Uma delas teria atingido a vereadora Ilma do Neneo.

Diante do cenário de caos, a única saída foi encerrar a sessão, que deve ser retomada na próxima terça-feira (05), como informou Rony. Para ele, a confusão pode ter sido planejada por alguns grupos políticos para atrasar ainda mais o processo de análise do caso, já que a votação será encaminhada para uma possível unanimidade na aprovação da instauração da comissão de investigação.

Caso seja a aprovada, a comissão tem cinco dias para ser montada e, em seguida, começam os trabalhos de investigação. Após isto, em no máximo 10 dias, o prefeito deve ser chamado para depor sobre o caso.

CONFUSÕES

Na última segunda-feira (27), o  Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJE/PA) decidiu pela revogação do habeas corpus concedido à Josenilde Silva Brito, mãe do prefeito da cidade, presa, acusada de envolvimento na morte do ex-prefeito de Tucuruí, Jones William.

De acordo com o ofício divulgado pelo TJE, o julgamento ocorreu durante seção ordinária de Direito Penal em que foi negada a liminar anterior que concedeu liberdade.

Na decisão deferida na última sexta-feira (24), uma liminar concedida pelo desembargador Ronaldo Marques Valle, colocou Josenilde em liberdade.

O CASO

Em 25 de julho, o então prefeito de Tucuruí, Jones William (PMDB), foi executado, vítima de uma emboscada e atentado a tiros no bairro Cristo Vive, em uma estrada que dá acesso ao aeroporto da cidade.

O prefeito foi alvejado com pelo menos cinco tiros, sendo que alguns disparos atingiram a cabeça. Jones William foi resgatado ainda com vida, porém, de acordo com a direção do Hospital Regional de Tucuruí, não resistiu aos ferimentos e chegou morto ao hospital.

Com as investigações iniciais, a mãe de Arthur Brito teve a prisão temporária decretada no dia 30 de outubro suspeita de ser mandante da morte de Jones.

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