Teste da Orelhinha é lei e alerta para possíveis problemas auditivos

Teste da Orelhinha é lei e alerta para possíveis problemas auditivos
novembro 01 23:27 2017

A data 10 de novembro marca o Dia da Prevenção e Combate à Surdez. A detecção precoce de problemas auditivos pode resultar em melhor qualidade de vida. Criada por lei municipal em 2000, mas sancionada pelo Governo Federal em 2010, a Triagem Auditiva Neonatal, conhecida como Teste da Orelhinha, é feita de forma rápida, fácil e indolor, executada durante o sono natural do bebê. Realizado no recém-nascido, com dois a três dias de vida (mas pode ser realizado até o 3º mês após o nascimento), ainda na maternidade, o teste é feito colocando um fone de ouvido na orelha. Não é invasivo, não gera incômodo ou dor, e dura cerca de 10 minutos. Ele capta ruídos emitidos pelas células ciliadas externas (células responsáveis pela audição) em funcionamento.

Quando o resultado é negativo, ou seja, com ausência de resposta ao Teste da Orelhinha, pode indicar provável problema na audição. “Provável porque um resultado negativo ao exame precisa ser confirmado com outros testes. Por isso, ele também recebe o nome de “Triagem Auditiva Neonatal”, pois trata-se de forma de triar casos suspeitos, mas ele por si só (isolado) não é um exame confirmatório”, explica Dra. Jeanne Oiticica, médica otorrinolaringologista e Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Dados A surdez congênita ocorre em cerca de 1 a 4 bebês, a cada 1.000 nascidos vivos, o que caracteriza deficiência . Os fatores hereditários são responsáveis por 60% dos casos de surdez em crianças. Os outros 40% são por motivos ambientais, ou seja, infecções adquiridas pela mãe durante a gestação, incluindo rubéola, sarampo, varicela, diabetes, o uso de álcool, drogas, medicamentos tóxicos ao ouvido, complicações durante o parto, sofrimento fetal, falta de oxigênio, nascimento prematuro, circular de cordão umbilical e meningite na infância.

O Teste da Orelhinha serve para sugerir a possível existência de problema de audição, ou seja, serve de alerta. O objetivo dele é recrutar casos suspeitos, que serão investigados detalhadamente e submetidos a demais exames confirmatórios ou não.

A Dra. Jeanne explica que “o teste não detecta doenças e sim um provável mau funcionamento das células do ouvido responsáveis pela percepção da audição. Em caso de deficiência auditiva detectada ao teste e confirmada por outros exames complementares, o paciente deve ser oportunamente diagnosticado (causa ou etiologia), reabilitado e acompanhado por equipe multidisciplinar (otorrinolaringologistas, fonoaudiólogas, psicólogas, geneticistas)”.

O acompanhamento médico é essencial, já que a surdez ao nascimento, em geral, tem tratamento, possibilitando a reabilitação desses bebês com deficiência auditiva.

(Com informações do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP)

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